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Nov 28 6:13 AM
rui says:
 
olhava nos teus olhos
lágrimas soltavam-se do meu rosto
como mundos coloridos
que limpavam o centro do meu ser
em todo o meu viver
e eu corria
e saltava
e pulava
em acrobacias mil
nos devaneios das minhas loucuras
dos meus amores
na compreensão das minhas dores
daquilo que me atingia o amago do meu ser
mas eu lutava
era filho do trovão e da trovoada
que remexia na minha alma
e agitava as entranhas do meu apocalipse interior
um novo mundo renascia diariamente
por entre olhos de gente perplexa
à espera de novas ilusões para queimar os seus corações
mas eu sabia que esta luta era importante para mim
o AMOR
estava ali
com todas as suas belezas e riquezas
e eu queria saborear cada golo das suas fatias douradas
pelas caminhadas do meu interior
deste fogo que se chama AMOR...

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 8.12.2008,ÀS 23:20.



poema de amor gótico-nova versão

subiste ao calvário do mundo
qual profundo olhar sobre a vida
derramaste a tua alma sofrida
no rio das vivências
em que tentaste superar as tuas carências
nas várias existências
do teu rosto escuro
pelas marcas do sofrimento
elevando o teu tormento
no espaço sideral
à espera daquele ser especial
que iria preencher o teu coração
como numa oração
de amor universal
em que te transformarias num ser sem igual
na existência dos viventes
libertando as tuas correntes
do teu lamento interior
purgando a tua dôr
no poço das emoções
que coloria os teus vestidos negros e deslavados
em momentos bem passados
de almas sintonizadas com o crescimento interior
num grito extenuante de amor.

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 18.01.2008,ÀS 6:24





praia da libertação


junto ao mar
eu chorava mágoas do passado
alma ferida
como pássaro solto nos túneis da morte
uma sorte de vaguear nos corredores do desespero
para encontrar o outro lado de si próprio
eu via nuvens cinzentas no ar da minha atitude para com a vida
da minha alma querida
...
levantei-me e vagueei na dureza das águas outonais
quais ais que soltava em cada onda que banhava os meus pés
sentia os amores do passado
num corredor fílmico
quais imagens duma lanterna mágica de emoções
mas eu lutava com suores frios na minha alma
para sentir outro sol e outra lua no meu horizonte
ajoelhei-me e chorei
libertei as minhas vidas enroladas num creme amorfo
que besuntava os meus passos
que alimentava todo o meu viver
...
eu não desejava este meu querer enrolar-me em tempos que já não o eram
que não tinham significado para mim
num desespero dum apocalipse interior
vi uma batalha a ser travada no meu ser
duas forças antagónicas desfilavam os seus exércitos
numa correria de energias monumentais
de abismar a natureza do destino
do meu menino
mas não tive medo
apenas silenciei a minha alma
escutei o meu coração
e fiz uma oração
um anjo do SENHOR tocou na minha vida
e curou as minhas feridas
e juntou as partes perdidas no labirinto dos sentimentos
senti-me uno com DEUS e com o universo
e caminhei no silêncio daquela tarde liberto dos fantasmas do meu passado...

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 2.11.2008,ÀS 9:09


NOITE ESCURA



naquela rua deserta
onde a morte parece certa
o vento grita na escuridão dos abismos
uma alma caminha sem destino
cuidando do menino que mora nela
lágrimas escorrem pela sua face
derretendo com o seu calor interno
as agruras do seu coração
uma multidão de seres desgarrados da vida
e sem lugar onde poisar os seus desejos
querem agarrar este ser sem destino
para nele despejarem os seus traumas e frustrações
mas a oração permanente deste ser
os afasta da verdadeira maneira de viver
enfrentando ventos e tempestades
e pondo as saudades no infinito do universo
ele caminho com energia
e da magia do seu andar
espera encontrar as forças para superar a solidão interior
que lhe causa tanta dor
numa das esquinas da avenida
encontra-se uma prostituta
que com os seus enfeites e pinturas
procura estimulá-lo ao desejo do amor
ele pára
olha-a nos olhos e estende-lhe a mão
transmitindo-lhe toda a sua energia interna
ela compreende que o seu objectivo é falta de carinho
e dá-lhe um beijo profundo na sua boca
procurando consulá-lo da falta de mimo
ele agradece com lágrimas nos olhos
e desaparece na noite escura
com o mocho soltando os seus gritos...

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 20.10.2008,ÀS 18:12
 
Nov 12 7:44 AM
rui says:
 
quando se ama
cada segundo reflete-se no espelho da alma
numa multidão de eternidades
num colorido de emoções
viaja-se a velocidades vertiginosas
deixando para trás medos e fobias
carências e exigências
trazendo ao de cima amor e mais amor
calor e alegria
tudo no caldeirão da vida
e regado com o doce líquido da felicidade interior
conquistam-se fronteiras inimaginadas
terras nunca sonhadas
douradas numa cápsula do tempo
que fica isolada hermeticamente
à prova de gritos de inveja e ódio
e a nossa viagem continua...
com a divisão do nosso ser em múltiplos eus
dançamos a dança da vida
com eterna alegria e saudade do que não podemos viver...

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 30.05.2009,ÀS 19:32.



no escuro da noite
caminhei sem rumo
perdido estava nos meus infernos interiores
falta de amores
dores
tristezas
incertezas duma vida de alegria
de energia agradável e saudável
assim me sinto eu
assim está o meu ser
desfeito em lágrimas neste mar profundo de ilusões
de emoções destroçadas
pelas mágoas sentidas e sofridas
neste labirinto de jogos de acreditar
de voltar a amar
mas agora sinto-me triste e desolado
desesperançado
com o coração partido e sofrido
que ecoa no monte das esperanças o último grito de ser feliz
será?
não sei...
não me interessa saber
apenas quero aprender a cuidar do meu ser
a viver afastado destes fantasmas que assolam a minha alma
que lutam dentro de mim por um lugar no trono da vida da minha alma querida
e eu lá fujo por aquelas ruas estreitas e me perco na solidão da noite...

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 31.05.2009,ÀS 20:16.



sonhei acordado um dia encontrar o teu amor
perdido por montes e vales
onde se solta a dor
no mais puro silencio
dos dias que já passaram
mas que recordaram
momentos de angústia existencial
mas para mim este estado natural
de luta contínua dentro de mim
se calhar não vai ter um fim
mas será sempre o princípio de novas descobertas
para tentar fazer as escolhas certas da minha felicidade
nestes momentos de eterna vontade

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 4.06.2009,ÀS 16.26.



bebi nos mananciais do tempo
as ofertas que a natureza me presenteava
dentro do meu sofrimento
de pisar terras passadas
pelas angústias existenciais
que delineavam os meus ais
mas eu queria outro território investigar
e assim de mochila intercósmica
viajei numa viagem dentro do meu ser
nas várias dimensões existenciais dentro de mim
passei de dimensão em dimensão
e aumentei o tamanho do meu coração
pulsando mais em sintonia com os desejos dos mestres cósmicos para a minha vida...
senti a felicidade a regressar em força ao meu viver
e assim rodopiei na seta do tempo
dividindo-me em múltiplos seres
em n dimensões
para melhor perceber o meu propósito no planeta terra...

poema original de RUI RESSURREIÇÃO
DIA 5.06.2009,ÀS 2:38........
 
 

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